Ácido Hialurônico Causa Flacidez? Entenda os Riscos do Excesso
Por: Dr. Fabio Barros – Cirurgião-Dentista (CRO RJ 31728), especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) e Harmonização Facial.
Publicado em: 18 de agosto de 2026
“Se eu fizer preenchimento durante anos, minha pele vai ficar flácida quando o ácido hialurônico desaparecer?”
Essa é uma dúvida muito frequente entre pacientes que fazem ou estão pensando em fazer harmonização facial.
A resposta não cabe simplesmente em “sim” ou “não”.
Não existe base científica para afirmar que todo preenchimento com ácido hialurônico causará flacidez quando for absorvido. O que merece atenção é o excesso de produto, a repetição de aplicações sem reavaliação adequada, a escolha inadequada da região ou do plano de aplicação e a tentativa de compensar alterações estruturais usando volume de forma progressiva.
Existe ainda um detalhe frequentemente esquecido: se uma pessoa começou a fazer preenchimentos aos 35 anos e está avaliando o rosto novamente aos 45, dez anos de envelhecimento também aconteceram nesse intervalo.
Portanto, nem toda flacidez percebida depois de anos de tratamento foi necessariamente causada pelo ácido hialurônico.
Afinal, ácido hialurônico causa flacidez?
O ácido hialurônico corretamente indicado não deve ser tratado como uma causa inevitável de flacidez facial.
A aparência da pele depois de anos de preenchimentos depende de diferentes fatores, entre eles:
- volume utilizado;
- região tratada;
- frequência de reaplicação;
- anatomia do paciente;
- qualidade dos tecidos;
- técnica empregada;
- tratamentos anteriores;
- envelhecimento natural ocorrido durante o período.
O excesso de preenchimento, entretanto, pode alterar proporções, aumentar volume de regiões já tratadas e contribuir para uma aparência artificial ou hiperpreenchida.
Isso é diferente de demonstrar cientificamente que o ácido hialurônico “esticou a pele e depois a deixou flácida”.
Essa relação causal direta ainda não está estabelecida de forma robusta na literatura.
O problema não é simplesmente usar ácido hialurônico. É perder a noção de quanto, onde, quando e por quê.
Por que algumas pessoas sentem que o rosto ficou mais flácido depois do preenchimento?
Existem pelo menos quatro explicações que precisam ser consideradas antes de responsabilizar exclusivamente o preenchimento.
1. O envelhecimento continuou acontecendo
O preenchimento não interrompe o envelhecimento.
Durante os anos em que o paciente realizou tratamentos, continuam acontecendo alterações na pele, compartimentos de gordura, ligamentos, musculatura e estrutura óssea.
Assim, comparar o rosto de hoje com uma fotografia de vários anos atrás não significa comparar apenas “antes e depois do ácido”.
Significa também comparar duas fases diferentes do envelhecimento facial.
2. O próprio rosto perdeu sustentação com o tempo
O envelhecimento facial é tridimensional.
Perdas ou redistribuições de volume, remodelação óssea e alterações da qualidade cutânea podem modificar o formato da face progressivamente.
Quando o volume criado pelo preenchimento diminui, essas alterações naturais podem se tornar novamente mais perceptíveis.
3. Houve excesso de preenchimento
Aplicações sucessivas sem análise cuidadosa do material já existente podem gerar acúmulo e alterar as proporções faciais.
A literatura utiliza o termo facial overfilled syndrome, ou síndrome da face hiperpreenchida, para descrever alterações estéticas relacionadas ao excesso ou distribuição inadequada de preenchedores.
Nesses casos, o problema não é a existência do ácido hialurônico em si, mas a forma como o rosto passou a ser tratado ao longo do tempo.
4. O paciente se acostumou com determinada projeção
Imagine um mento que permaneceu projetado durante anos.
Quando parte desse efeito diminui, a comparação visual pode transmitir sensação de “queda” ou perda de sustentação.
Isso não significa automaticamente que o tecido tenha ficado pior do que ficaria sem o tratamento.
É necessário avaliar anatomia, envelhecimento, volume residual e histórico antes de estabelecer a causa.
Excesso de ácido hialurônico pode distender a pele?
Grandes volumes alteram mecanicamente os tecidos e podem produzir expansão da região tratada.
Entretanto, transformar essa observação em uma regra simples, “o ácido estica a pele e depois ela fica flácida”, seria cientificamente impreciso.
A pele possui propriedades biomecânicas complexas e capacidade de remodelação. Além disso, o resultado depende da área, profundidade, quantidade de produto, tempo de permanência e características do paciente.
O que pode ser afirmado com maior segurança é que excesso de preenchimento pode distorcer proporções, alterar contornos e gerar um aspecto hiperpreenchido.
Por isso, aumentar progressivamente a quantidade de produto não deve ser confundido com aumentar qualidade de resultado.
Em harmonização facial, volume não é sinônimo de sustentação e muito menos de resultado.
Mais ácido hialurônico significa um resultado melhor?
Não.
Existem casos em que pequenas quantidades bem posicionadas produzem mais equilíbrio do que grandes volumes.
O planejamento deve responder primeiro:
- qual alteração está sendo tratada?
- existe realmente deficiência de volume?
- o problema é estrutural?
- existe material de tratamentos anteriores?
- aquela região comporta mais preenchimento?
- outra técnica faria mais sentido?
Quando essas perguntas são substituídas pela lógica de apenas “repor mililitros”, aumenta o risco de sobrecorreção.
O ácido hialurônico pode causar reabsorção óssea?
Aqui existe uma questão diferente e cientificamente muito mais interessante.
Há estudos documentando reabsorção óssea no mento após preenchimento com ácido hialurônico.
Isso não significa que todo paciente submetido a preenchimento de queixo desenvolverá perda óssea.
Significa que a complicação foi observada e merece ser considerada, principalmente quando existe necessidade de grandes projeções ou aplicações repetidas.
Um estudo retrospectivo de Guo e colaboradores, publicado em 2020 no Plastic and Reconstructive Surgery, encontrou associação entre preenchimento mentoniano com ácido hialurônico e reabsorção óssea. Nesse estudo inicial, aplicações iguais ou superiores a 1 mL por sessão estiveram associadas a maior suscetibilidade à erosão óssea.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32740576
DOI:
https://doi.org/10.1097/PRS.0000000000006979
Entretanto, esse ponto ganhou uma nuance importante posteriormente.
Em 2024, os mesmos pesquisadores publicaram um estudo prospectivo controlado e uma atualização da coorte retrospectiva. Foram recrutados 78 pacientes na etapa prospectiva. Os autores encontraram associação entre aplicação de ácido hialurônico no mento e parâmetros tomográficos de reabsorção óssea, mas não encontraram diferença estatisticamente significativa entre os subgrupos com volume acima de 1 mL e até 1 mL.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38181116
Texto completo:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10942210
DOI:
https://doi.org/10.1097/JS9.0000000000000955
Esse dado é importante porque mostra como a ciência evolui.
A existência de reabsorção mentoniana ganhou evidência adicional, mas a relação exata com dose, pressão, técnica e características anatômicas continua sendo investigada.
Em 2025, outro estudo retrospectivo analisou oito pacientes com preenchimento de mento e identificou concavidades ósseas em tomografias. Os próprios autores concluíram que são necessários estudos mais bem desenhados para determinar a incidência e compreender o fenômeno com maior precisão.
Fonte:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39729201
DOI:
https://doi.org/10.1097/SCS.0000000000011033
Preenchimento de queixo merece atenção especial?
Sim.
O mento é uma região estrutural.
Quando um paciente apresenta grande deficiência de projeção, especialmente em situações de retrognatismo ou discrepância esquelética, existe um limite para o que deveria ser encarado apenas como “falta de preenchimento”.
Aplicar grandes quantidades sucessivamente para compensar uma deficiência óssea importante pode não ser a estratégia ideal.
A literatura já inclui inclusive relatos de reabsorção mentoniana em pacientes com deformidade esquelética Classe II submetidos a preenchimento com ácido hialurônico.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39525805
Isso reforça uma regra clínica importante:
nem toda falta de projeção de queixo é simplesmente um problema de volume de tecido mole.
Em alguns pacientes, é uma questão estrutural que merece diagnóstico facial e esquelético adequado.
Reabsorção óssea acontece apenas no queixo?
Durante alguns anos, os relatos publicados se concentraram principalmente na região mentoniana.
Mais recentemente, também foram descritos casos de reabsorção óssea na região média da face após preenchimentos com ácido hialurônico.
Esses relatos ainda representam uma base científica limitada e não permitem calcular risco geral para todos os pacientes, mas demonstram que o fenômeno não deve ser ignorado.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40035529
O ácido hialurônico desaparece completamente em 6 ou 12 meses?
Nem sempre.
Um dos conceitos que mais mudou nos últimos anos foi a percepção sobre a duração real de determinados preenchedores.
Há evidências de imagem mostrando que ácido hialurônico pode permanecer detectável por períodos mais longos do que o efeito clínico percebido pelo paciente.
Um relato com acompanhamento por ressonância magnética demonstrou persistência de ácido hialurônico na região lateral e no terço médio da face após 27 meses. Nesse mesmo caso, o material no mento apresentava degradação quase completa aos 19 meses, demonstrando que a duração pode variar bastante conforme a região.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35433153
Uma revisão publicada em 2024 avaliou exames de ressonância magnética de pacientes submetidos a preenchimento no terço médio da face. O ácido hialurônico foi detectável por pelo menos dois anos nos 33 pacientes analisados, e um paciente apresentou material detectável por até 15 anos.
Os próprios autores destacam que estudos maiores são necessários para compreender melhor a longevidade clínica e por imagem desses produtos.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39015357
Uma revisão sistemática mais recente sobre durabilidade clínica também encontrou persistência por imagem acima dos períodos tradicionalmente associados a determinados preenchedores, com grande variação entre estudos, produtos e métodos de avaliação.
Fonte:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41261256
Esses dados levam a uma conclusão prática muito importante:
Reaplicar automaticamente não é a mesma coisa que reavaliar.
O que acontece quando paramos de fazer preenchimento?
O rosto não “desaba” automaticamente porque o paciente decidiu parar de usar ácido hialurônico.
O que pode acontecer é:
- diminuição gradual do efeito volumizador;
- reaparecimento de características anatômicas anteriormente mascaradas;
- percepção mais evidente do envelhecimento ocorrido durante os anos;
- persistência variável de material residual;
- mudança na percepção do próprio rosto depois de se acostumar com determinado volume.
Portanto, dizer que “quando o ácido sair a pele ficará pior” é uma simplificação que não representa adequadamente a evidência disponível.
A pele fica flácida quando o preenchimento é absorvido?
Não existe fundamento para afirmar que isso acontecerá obrigatoriamente.
Alguns pacientes podem perceber mais flacidez depois de anos, mas é necessário investigar quanto dessa mudança corresponde:
- ao envelhecimento natural;
- à perda de gordura;
- à remodelação óssea;
- à diminuição do volume artificial que estava mascarando a alteração;
- à quantidade e distribuição dos preenchimentos realizados anteriormente.
A interpretação precisa ser individual.
Antes de aplicar mais produto, descubra o que já existe naquela face
Este talvez seja o ponto mais importante para pacientes que realizam preenchimentos há muitos anos.
O rosto não começa do zero a cada nova seringa.
Cada tratamento passa a fazer parte da história daquela face.
Por isso, antes de adicionar mais ácido hialurônico, pode ser importante saber:
- quais áreas já foram tratadas;
- quais produtos foram utilizados;
- quando foram aplicados;
- quanto material pode permanecer;
- se existe migração, excesso ou irregularidade.
É justamente aqui que exames de imagem podem ganhar relevância.
Ultrassom consegue identificar ácido hialurônico antigo?
Sim, a ultrassonografia de alta frequência pode auxiliar na identificação e localização de preenchedores e de algumas complicações relacionadas a eles.
Estudos demonstram que diferentes materiais apresentam padrões ultrassonográficos específicos e que o exame pode auxiliar na avaliação de depósitos, migração, excesso de produto, nódulos e estruturas vasculares.
Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21418333
Uma revisão publicada em 2025 concluiu que a ultrassonografia pode aumentar a precisão e a segurança dos procedimentos com ácido hialurônico por permitir mapeamento vascular, localização de preenchedores e avaliação de complicações.
Fonte:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39884168
A ultrassonografia não precisa ser realizada indiscriminadamente em todos os pacientes. Mas pode ser especialmente útil quando existe histórico incerto, múltiplos tratamentos prévios, suspeita de material residual ou necessidade de correção.
Os 5 sinais de que vale reavaliar o preenchimento antes de adicionar mais produto
1. As proporções do rosto começaram a mudar
Quando uma região parece progressivamente maior ou menos natural, aumentar volume sem revisar o planejamento pode piorar o problema.
2. Ainda existe volume importante em uma área antiga
O efeito percebido pode diminuir antes de todo o material desaparecer.
3. Surgiu uma assimetria nova
Assimetria progressiva merece diagnóstico antes de nova aplicação.
4. Você realizou muitos tratamentos sem documentação clara
Não saber exatamente produto, região, quantidade e data dificulta decisões futuras.
5. A decisão de reaplicar está baseada apenas no calendário
Não existe regra segundo a qual todo preenchimento precise ser reposto após determinado número de meses.
O critério deve ser clínico.
Como saber se tenho excesso de ácido hialurônico no rosto?
Alguns sinais podem despertar suspeita:
- perda progressiva das proporções naturais;
- aumento excessivo de determinadas regiões;
- contornos pouco definidos;
- edema persistente;
- assimetrias;
- múltiplas aplicações acumuladas;
- dificuldade de saber quanto material ainda existe.
Entretanto, diagnóstico não deve ser feito apenas pela fotografia.
Exame clínico e, quando indicado, ultrassonografia ou outro método de imagem podem ajudar a compreender melhor a situação.
Quando é necessário usar hialuronidase?
A hialuronidase é uma enzima utilizada para degradar ácido hialurônico em situações específicas.
Seu uso pode fazer parte do manejo de determinadas complicações, irregularidades, excesso de material ou situações vasculares, sempre dentro de indicação profissional.
Uma revisão publicada em 2024 ressalta que, embora os dados controlados ainda sejam limitados, existe experiência clínica crescente no uso de hialuronidase para diferentes complicações relacionadas a preenchedores de ácido hialurônico.
Fonte:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38231537
Isso não significa que todo preenchimento antigo precise ser dissolvido antes de nova aplicação.
A decisão depende do diagnóstico.
Ácido hialurônico: expectativa x realidade
| Dúvida | O que é importante saber |
|---|---|
| Todo preenchimento causa flacidez? | Não há evidência para tratar flacidez como consequência inevitável do ácido hialurônico |
| Mais produto gera mais sustentação? | Não necessariamente. Excesso pode distorcer proporções |
| O ácido desaparece sempre em poucos meses? | Não. A persistência varia e pode ser maior do que a percepção clínica |
| Pode haver alteração óssea? | Sim, estudos descrevem reabsorção em contextos específicos, sobretudo no mento |
| Preciso repor sempre que o efeito diminuir? | Não. Nova avaliação deve preceder nova aplicação |
| Ultrassom identifica preenchimento antigo? | Pode auxiliar na localização e caracterização de material previamente aplicado |
Então o ácido hialurônico é seguro?
O ácido hialurônico é amplamente utilizado em estética facial, mas nenhum procedimento é isento de riscos.
A segurança depende de fatores como:
- indicação correta;
- conhecimento anatômico;
- produto adequado;
- volume;
- região;
- técnica;
- acompanhamento;
- identificação de tratamentos anteriores.
Não é adequado transformar o ácido hialurônico em vilão.
Da mesma forma, também não é adequado tratá-lo como se qualquer quantidade pudesse ser repetida indefinidamente sem reavaliar a face.
O melhor resultado normalmente nasce do equilíbrio entre benefício, necessidade e limite.
O rosto não começa do zero a cada nova seringa
Talvez esta seja a ideia mais importante para quem realiza harmonização facial ao longo dos anos.
Cada preenchimento deixa uma história.
O rosto envelhece.
Os tecidos mudam.
O produto pode permanecer por períodos diferentes.
A indicação que fazia sentido três anos atrás pode não ser a mesma hoje.
Por isso:
Antes de adicionar mais produto, é preciso compreender o que já existe naquela face.
Esse princípio ajuda a reduzir excessos e permite que o planejamento seja atualizado conforme o paciente muda.

FAQ sobre ácido hialurônico e flacidez
Ácido hialurônico causa flacidez?
Não existe evidência de que todo preenchimento cause flacidez inevitavelmente. A percepção de flacidez depende de envelhecimento, anatomia, volume utilizado, tratamentos repetidos e outras alterações dos tecidos.
A pele fica flácida quando o preenchimento é absorvido?
Não obrigatoriamente. A perda do efeito volumizador pode tornar novamente visíveis alterações naturais do envelhecimento, mas isso não prova que o ácido tenha causado flacidez.
Excesso de ácido hialurônico pode esticar a pele?
Grandes volumes expandem mecanicamente os tecidos, mas não existe base suficiente para afirmar que isso sempre provocará flacidez permanente depois da absorção.
Ácido hialurônico pode causar reabsorção óssea?
Há estudos documentando reabsorção óssea após preenchimento, especialmente no mento. A incidência, mecanismos exatos e fatores de risco ainda estão sendo investigados.
Preenchimento no queixo pode afetar o osso?
Pode. Estudos tomográficos identificaram reabsorção óssea em alguns pacientes submetidos a preenchimento mentoniano com ácido hialurônico.
O que acontece quando paro de fazer preenchimento?
O efeito volumizador tende a diminuir, enquanto o envelhecimento natural continua. Isso não significa que o rosto necessariamente ficará pior por ter interrompido o tratamento.
Quanto tempo o ácido hialurônico permanece no rosto?
Depende de produto, região e paciente. Estudos de imagem demonstram que alguns preenchimentos podem permanecer detectáveis por anos.
É possível ter ácido hialurônico no rosto depois de anos?
Sim. Há estudos de ressonância magnética que identificaram material residual muito além dos prazos tradicionalmente associados ao efeito clínico.
Como saber se tenho excesso de preenchimento?
Avaliação clínica e, em situações específicas, exames de imagem como ultrassonografia podem ajudar a identificar acúmulo, localização e irregularidades.
Ultrassom consegue identificar preenchimento antigo?
Sim. A literatura descreve o uso da ultrassonografia para localizar e caracterizar diferentes tipos de preenchedores.
Quando é necessário usar hialuronidase?
Quando existe indicação clínica para degradar ácido hialurônico, como determinadas complicações, irregularidades ou excesso. A decisão deve ser profissional e individualizada.
Posso aplicar ácido hialurônico novamente na mesma região?
Pode haver indicação, mas nova aplicação deve ser precedida por avaliação da anatomia atual, do histórico e da possível presença de material residual.
Antes de colocar mais ácido hialurônico, descubra o que já existe na sua face
Se você realiza preenchimentos há anos, percebeu mudanças no formato do rosto ou está pensando em adicionar mais produto, uma nova seringa não deveria ser automaticamente o primeiro passo.
O primeiro passo é avaliar sua anatomia atual, sua história de tratamentos e o que realmente precisa ser corrigido.
Em alguns pacientes, existe indicação para novo preenchimento.
Em outros, é melhor mudar a estratégia.
E, em determinadas situações, pode ser útil investigar primeiro o material que já está presente.
Em harmonização facial, não basta perguntar quanto produto colocar. É preciso saber por que colocar, onde colocar e se realmente existe espaço clínico para mais volume.
Fontes consultadas
Post que inspirou este artigo

Guo X, Zhao J, Song G, et al. Unexpected Bone Resorption in Mentum Induced by the Soft-Tissue Filler Hyaluronic Acid. Plastic and Reconstructive Surgery. 2020.
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Dr. Fabio Barros
Cirurgião-Dentista (CRO-RJ 31728)
Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF), Especialista em Harmonização Facial.
Atendimentos no Rio de Janeiro (Leblon e Centro) e São Paulo (Vila Olímpia).
Foco em naturalidade, segurança e planejamento individualizado.









